Galerinha!!!! Tá correria aqui, tomara que eu consiga acabar a tempo =]
O curupira é o mito que provavelmente sofreu a menor quantidade de alterações em relação ao período pré-descobrimento, apesar de ter sido ele também, o primeiro a ser “exportado”. Para os índios ele era uma “divindade”, se é que se pode chamar assim, tendo em vista que os nativos brasileiros, não tinha qualquer tipo de culto a essa criatura, ou a nenhum outro ídolo, ou acreditavam em qualquer sorte.
Curu, abreviação de curumim que significa menino, e pira corpo, ou seja, corpo de menino. Uma entidade imortal, aprisionada em corpo infantil, que protege as matas, e possui o corpo coberto de pelos, sem qualquer orifício necessário para secreções indispensáveis a vida.
Já no sul, ele aparece como um ser, hora com cabelos vermelho, hora careca, com porcos do mato de montaria, e que bate nas arvores com um enorme falo, para ver se as arvores estão prontas para aguentar tempestades. Para algumas tribos da região da argentina, a criatura utiliza seu membro para enrolar os inimigos, como faria uma cobra.
Apesar do mito ser tão bem delineado no norte e sul do país, ele se perde e se funde com outro, em toda a região central de nosso país. Se confunde o tempo todo com o/a caipora, ou mesmo com o saci aparecendo com um pé só.
A cabeleira de fogo que aparece em algumas regiões de São Paulo (que é inclusive a versão que eu ouvia quando criança) provavelmente vem de uma confusão com o boitatá, outro protetor das matas, porem com uma aparência completamente diferente: uma cobra flamejante.
A pele cinza, ou parda avermelhada, como lhe era atribuída antes da colonização, foi trocada por uma pele branca pelos europeus, pois esses o imaginavam como um ruivo, ao ouvirem versões que diziam ter, a criatura, cabelos vermelhos.
A origem mais difícil de se rastrear, porém, é a dos pés virados para trás. Uma estratégia muito inteligente, diga-se de passagem. O estudioso Barbosa Rodrigues, acredita que essa característica se filia aos mitos asiáticos, trazidos a América pelos povos invasores (os próprios índios) que migraram para cá no período pré-colombiano.
O sacerdote Cristóvão de Acunha, ouviu relatos dos próprios Tupinambás, que diziam que na tribo dos Matuicés, as pessoas possuíam os calcanhares virados para frente. E apesar da informação ser de difícil crédulo, ela reaparece na “Crônica da Companhia de Jesus no Estado do Brasil” escrito pelo jesuíta missionário Simão de Vasconcelos, onde se transcreve: “casta de gente nasce com os pés as avessas de maneira que quem houver de seguir seu caminho há de andar ao revés do que vão mostrando as pisadas; chama-se Matuiús”
Quanto ao tamanho, apesar do nome, que já foi explicado no inicio, o mais comum é que ele possua tamanho de um ser humano normal, já para os índios Xerentes, ele é um gigante cinzento, mostrando que quando se trata de folclore, regras simplesmente não existem.