domingo, 25 de setembro de 2011

Muita divagação, e um pouquinho sobre os cenários.


Olá, venho aqui fazer mais uma postagem. Já a muitos dias deixo isso tudo as traças, e não é bom deixar blogs parados. Desanima os leitores a voltarem.

Tive três opiniões a respeito do meu blog, achei-as pertinentes, e transcrevo-as aqui: A primeira delas é a de Diego Coutinho, que me disse que eu tenho uma maneira muito arrogante de escrever. Eufemismos não lhe faltaram, de modo que quase tive que implorar pela critica, e a própria palavra não saiu de sua boca, é apenas o resumo de uma série de exemplos que ele usou como explicação. Obrigado Coutinho, criticas construtivas são muito bem vindas, e peço desculpas a qualquer um que tenha achado o mesmo, tive por mim que estava sendo didático, não percebi que estava é por ser petulante.

As outras duas opiniões, escrevo-as depois. Agora eu quero falar da minha forma de escrever. Perceberam como estou mais, digamos... (como posso falar sem parecer arrogante?) ... escrevendo de modo mais literário? É que estou a ouvir Audio-livros agora enquanto trabalho, tarefa que desempenho com uma surpreendente atenção, já que o serviço mecânico da rotoscopia, não briga com este pela exclusividade dos meus pensamentos, contentando-se apenas com a exclusividade das minhas mãos.

O grande problema é que apenas se acha, salvo de raras exceções, o áudio dos grandes clássicos. Não que seja ruim ouvi-los, mas eu também gostaria de ouvir algo deste século, ou quem sabe até mesmo do século passado quem sabe? Só para variar.

Enfim, Eça de Queiroz continua para mim intragável, estou tentando ouvir “Os Maias”, porem o livro todo é muito sério, e as descrições são intermináveis. Já ouvi porém, 7 horas deste, e pretendo completar as 21 horas d’Os Maias. Porém dei uma parada para poder ouvir um pouco de Machado de Assis. Ah, esse sim, é um deleite! É delicioso relembrar Dom Casmurro, toda a ironia do livro é brilhante! A mais fina discreta e refinada ironia! E a ironia for sinal de fraqueza de caráter, que me desculpem, mas espero ter o caráter mais fraco do mundo!

Ah Bentinho! Por que você é tão submisso? Você é um fraco, tem medo de tudo... não... tem medo de todos... e de tudo! E como é possível uma personagem ser tão bem construída e interessante como Capitu? E as cenas que os dois partilham? Tão realisticamente fantásticas! O senhor Machado deve ser mesmo o melhor escritor que a língua portuguesa já teve (na minha humilde e não arrogante opnião).

“Quando alguém é causa do poder de outrem, arruinasse pois aquele poder vem de astucia ou força, e qualquer destas é suspeita a um novo poderoso”

- Nicolau Maquiavel, O Príncipe.

Sobre essa frase caro leitor, não tenho motivos que caibam para expressa-la junto a este texto, pois esta não se relaciona em nem um mínimo com o assunto aqui tratado. Porem, desta tomei conhecimento a pouco, durante a “leitura” da obra, e gostei em tamanha demasia da mesma, e achei que seus sentidos se aprofundam muito além dos meros mandamentos que seguem os governantes. Então, por acha-la pertinente para a vida, e pelo grande fulgor que me tomou quanto a necessidade de compartilha-la, transcrevo-a neste poste.

Estes dias estive em Rio Claro, minha cidade natal, na casa dos meus pais. E sobre isso eu tenho a dizer duas coisas: 1- Minha mãe NÃO acompanha este blog. “-Mãe, qual o ultimo poste que você leu?”, “Ah, aquela lá que você falava aquelas coisas...”, “Aquelas coisas....aquelas... não estou lembrado....é o da música?”, “Música? Achei que você tava fazendo um vídeo”, “Mãe, você lembra o nome do poste?”, “Acho que era: primeira postagem ou alguma coisa assim”. O que significa Seu Aridoval, caro mendigo ao qual dei um notebook com G3 para que pudesse acompanhar meu blog, que agora somos só nós dois.

A segunda coisa, é que aproveitei a adorável cidade para poder tirar fotos que servirão como cenários para a minha animação. Para quem não sabe... quem eu estou querendo enganar? ... Seu Aridoval, acho que o senhor não sabe que Rio Claro é uma cidade histórica, cheia de construções antigas.


Acima temos um belo exemplo das arquiteturas que podemos encontrar em Rio Claro. Em uma foto, em PB para não mostrar o quão sujo está o edificio, e com certeza muito criativa onde o artista (NÃO FUI EU!!!!! TAVA NO WIKIPÉDIA!!!!) deu um efeito criativo e poucas vezes utilizados de envelhecimento da imagem. Um pouco a frente um sutil desfoque no Ford Fiesta, demorei horas para saber o que era, achei que era uma carroça ou até mesmo uma tribo de índios que viviam por aqui antigamente. Esses “dentinhos” em cima e embaixo da foto também me levam a crer que esse negativo tenha 2,5m de largura. Enfim é um lindo prédio. Ai você, senhor Aridoval, me pergunta, é a prefeitura? Centro de cultura? Casa do Rei? Não... é só uma escola técnica. Casarões desse tipo tem aos montes por aqui.

Mas, o mais importante para os cenário é mesmo a floresta estadual Navarro de Andrade. Antigo Horto que foi elevado de categoria. Passei algumas horas a fotografa-lo, e vou usar suas majestosas formas e espécies para dar um sabor especial a minha animação.

É muito comum que em animações o cenário tenha um refinamento especial, muito maior que os personagens, mas não na minha! Hehehe. Não, eu estou até me utilizando do impressionismo para poder dar um toque de “rabisco” (com todo o respeito aos artistas e admiradores desse estilo) e uma imprecisão de formas. Com isso, eu quero que os personagens se misturem com o cenário, que pareçam fazer parte do mesmo, e que não tenham a atenção desviada por coisas em segundo plano.

Um exemplo de cenário.
(Fala a verdade, você ficou até com dó agora, hauhau)

E como nas cenas de flashback eles (os cenários) serão extremamente exóticos e coloridos, ou pelo menos é isso que eu estou tentando fazer, eles não vão ficar pulsando, como os personagens, serão quadros estáticos. Justamente para não roubarem a atenção, como disse a pouco.

Existem ainda 3 tipos diferentes de cenários: Noite, Dia e Flashbacks. Os de noite são feitos em negativo, riscados de branco, e não possuirão cor. Os de dia possuirão contorno também, porém em preto, e preenchido com cores onde se predomina o cinza e o marrom, tristes e pouco chamativas. E por fim os flashbacks, onde os contornos não existe, é tudo lindo e colorido.


Foto tirada para usar como cenário.


E o respectivo cenário, que tem a foto como base.

Ah, não tenho muito a falar a esse respeito, então encerro, mas não sem antes agradecer a outras duas opiniões.

A segunda é da Simone Domingos, que me disse: “Eu vi seu blog, tá muito legal!”. Parecem esse dizeres simples, mas foram ditos com tal animação que chegaram, não só a me enrubrecer, mas também a me comover. Muito obrigado!

E o terceiro é da Bia Vallego. Que disse que tinha gostado tanto do blog que foi atrás de uns filmes cults, para assistir e comentar comigo. Poxa, por essa eu não esperava! Muito obrigado mesmo!

E agradecer mais uma vez ao Coutinho, pela critica construtiva, que eu realmente apreciei! (sem sarcasmo, ou ironia, ou qualquer outra coisa similar).

Dica do dia (com o perdão da pretensão =]): Leiam qualquer coisa do Machado!

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