quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A música

Olá caros leitores, é com grande prazer que hoje, segundos as estatísticas passadas pelo blogspot, eu dobrei meu número de leitores! Agora, além da minha mãe, sempre citada por aqui, tenho o Aridoval, o mendigo... poxa, desculpa Seu Aridoval, você não gosta desse termo né?... o morador de rua aqui da esquina de casa. O qual eu prometi dar um notebook e um 3g caso lesse o meu blog.

Então olá Seu Aridoval! Seja bem vindo ao meu blog! O tema o poste (eu aportugueso algumas coisas, não estranhe) de hoje é sobre música.


“Quão pouca coisa é necessária para a felicidade, o som de uma sanfona.

- Sem música a vida seria um erro.”

- Friedrich Nietzsche


Frase estranha né? Eu achava que Nietzsche achava a vida um erro invariavelmente (E esse foi mais um momento: “Olha mãe, eu leio filosofia!”). E eu também não sabia que ele curtia sertanejo.

Ok, chega de piadinhas que isso tá ficando maçante, e o Seu Aridoval sempre me diz: ”Piada é bão, mais piada di mais num é bão não, estraga”.

Semana passada fui na casa do Álvaro Pontes, um colega de turma, grande amigo, e também o lobisomem da minha animação. Pedi humildemente (como se atuar já não tivesse sido o suficiente) para que ele fizesse a trilha sonora da minha animação. Na verdade a gente já tinha conversado sobre isso previamente, eu fui lá apenas para explicar direitinho o que eu queria, e passar umas referências para ele, mas é claro, ele tem total liberdade de fazer o que ele quiser, e também nada do que eu tenha falado, afinal quem entende de música é ele e não eu.

Sergio Leone dizia que 60% do filme, é a música. Eu espero sinceramente que não, por que em caso afirmativo, esse TCC seria do Álvaro e não meu. Mas apesar de hiperbólica essa frase tem muita razão no sentido de considerar a música um dos elementos chaves do produto áudio visual; A música (pô, terceira vez no mesmo parágrafo, desculpa hein seu Aridoval) é, na minha opinião, a forma de arte que consegue emocionar de maneira fácil as pessoas (eu estou mentindo, eu acho que o cinema consegue mais fácil ainda, porém estou deixando ele fora dessa análise, por ele ser um aglomerado várias “coisas” inclusive música [4]), em contra partida é a que precisa de mais estudo e refinamento antes de se criar (vide o refinadíssimo estilo punk). Bastam (como se fosse fácil) 3 ou 4 subidas repentinas de tom, e pronto, você já emocionou muita gente.

Voltando a falar do Sergio Leone: ele é o diretor do meu Faroeste Espaguete preferido: Era uma Vez no Oeste, que é na minha opinião também, a melhor trilha sonora da história do cinema. Foi composta de gênio (no sentido mais genial da palavra) Ennio Morricone. Existem apenas 4 músicas no filme todo, que são os temas de cada um dos 4 personagens principais.

“Mas que sagaz esse Ennio não? Fazer as músicas baseadas nos personagens! Garoto peralta!” Na verdade as coisas foram feitas no sentido inverso, Leone esperou a música ficar pronta, para construir o filme sobre ela.

Essa característica já vinha, em proporções menores, nas suas produções anteriores, o duelo no fim de “O bom, o mal e o feio” também foi pensado com a música já pronta.

Então fica a dica Seu Aridoval, ouça a trilha de Era uma Vez no Oeste, e veja o filme também caso não o tenha visto ainda. Aquele som comprido de gaita no começo dá música do “Homem da Gaita” (The man with harmônica – personagem do Charles Bronson) arrepia até a minha alma!

Uma curiosidade: Jorge Lucas, enquanto fazia o primeiro Star Wars (o antigão), ouvia a trilha de “Era uma Vez no Oeste”, não é atoa que a marcha imperial do Darth Vader tenha em alguns pontos, as mesmas notas do tema do Cheyenne do faroeste. Com a diferença que a primeira é orquestrada e a segunda com banjo. =]

Por isso que, levando como referencia as obras de Leone, eu quero também esperar a música ficar pronta, para ai sim estruturar definitivamente o clímax da minha animação.

Vale lembrar também que no caso da minha animação, não será uma música de western, mas um híbrido de faroeste com cyberpunk, que é outra das 3 referencias maiores que eu estou utilizando.

O cyberpunk japonês tem uma construção sonora muito interessante, utiliza o som de máquinas, que seria um som ambiente, para formar a trilha. Acaba ficando um som poderoso e repetitivo, mecânico, que junto com o bombardeio frenético de imagens cria o clima de terror tecnológico e confusão mental que esse tipo de produção preza. Mas depois eu faço um poste sobre isso.

Então, a trilha que o Álvaro fará misturara as músicas épicas dos faroestes com os sons mecânicos dos cyberpunks. Estranho eu sei, mas na minha cabeça ficou ótimo. Boa sorte Álvaro!

Mais umas coisas sobre música:

Enquanto eu rotoscopo, eu ouço música, mas para não ficar perdendo tempo trocando o aúdio, eu escolho uma banda, e vou ouvindo seus CDs na sequência. Já ouvi a discografia do Led Zeppelin, do Pink Floyd, do Legião Urbana. A próxima será Iron Maiden provavelmente.

Como prometido, ai está mais uma cena da animação, é o Curupira andando.

Tchau mãe! Tchau Aridoval! Obrigado por acompanharem o blogue!


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